28 de outubro - Dia do Servidor Público, os verdadeiros salvadores da Pátria
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Sylvio Micelli diretor de comunicação da Fespesp
 

Apesar dos pesares e dos desmandos que tanto o governo federal, como os governos estaduais e municipais, tem submetido os milhões de servidores públicos espalhados pelo Brasil, especialmente nos últimos 25 anos, desde a era Collor e sua famigerada alcunha de "caçador de marajás", o 28 de outubro serve de reflexão.

Ser servidor público, em insofismável análise, é servir ao público. É ser o braço do Estado - este ente abstrato e muitas vezes ausente - na chamada "ponta do balcão". Então, que este novo 28 de outubro traga-nos o resgate da dignidade de ser servidor público, cuja grande maioria submeteu-se a concorridos concursos dignos dos mais importantes e disputados vestibulares do país.

Quero abraçar os professores dos grotões mais distantes do Brasil, que não medem esforços - de cavalo, de barco e muitas vezes a pé - para levar as primeiras letras a tantas comunidades ainda carentes de nosso país continental.

Também quero abraçar os profissionais de saúde, e sua multiplicidade de carreiras que, da mesma forma, muitas vezes sem mínimas condições lutam para manter, diariamente, a vida de milhões de brasileiros.

Aos meus colegas do Judiciário - de São Paulo e do Brasil - quero abraçá-los e parabenizá-los por minimizar as injustiças que são cometidas neste país de muitas leis, mas pouco praticadas, onde o crime de colarinho branco ainda grassa nos gabinetes refrigerados e o crime famélico de um pai que furta um pedaço de carne para alimentar seus filhos, é punido a chibatadas, dentro do rigor da lei.

Enfim, todos os amigos que fiz, em quase duas décadas de caminhada pelas entidades do funcionalismo e quase 25 anos de Judiciário, de servidores do sistema prisional a agentes fiscais de renda, de funcionários de estradas e rodagem aos colegas da agricultura - todos - sem exceção, meus parabéns.

Peço que não se menosprezem, nem tampouco achem que o problema é com vocês. Somos fortes. Somos bravos. Somos os verdadeiros - e quiçá únicos, salvadores da Pátria.

Do contrário, nosso país estaria muito pior.




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