13/4/2016 - Capesp
Por Guilherme Nascimento (Presidente do Capesp)

Secretário afirma que as escolas ficarão sem impressoras

ARQUIVO CAPESP
Representantes da Fespesp, Capesp e Apampesp conversaram com Nalini sobre os rumos das escolas estaduais de São Paulo

Na tarde do dia 5 de abril, o Capesp, representada pelo presidente Guilherme Nascimento; a Fespesp representada por Diógenes Marcelino e a Apampesp, representada pela presidente Wally Lhurmann, estiveram reunidas em São Paulo com o secretário da Educação, José Renato Nalini. Ficou a nítida impressão que é uma pessoa incomodada com o cargo. Não está satisfeito, falou várias vezes "não sei até quando fico por aqui". De certo modo, soltou algumas farpas em seu antecessor e insistiu na alegação de “falta de recursos”.

Em relação a pauta apresentada, algumas considerações:

- Nalini retende combater a lentidão burocrática da Secretaria de Educação e concordou que é absurda a demora para aposentadoria do professor. Afirmou também que os processos devem ser agilizados, porém, não disse como pretende implantar essa aceleração nos trâmites burocráticos e nem deu previsão de tempo para essa eventual agilidade;

- Em relação a superlotação, Nalini ficou incrédulo quanto a presença de 50 alunos em sala de aula. Insistimos no tema e ele colocou-se favorável a redução de alunos (se irá fazer é outra história). Sobre o “escândalo da merenda”, alegou dizendo que o Ministério Público ficou revirando a Secretaria de Educação no mês passado. Ao final, completou: "Acabou sobrando para uma pobre funcionária que não guardou um documento que o Ministério Público achava que deveria ter sido guardado".

Todas as pautas que tinham um viés econômico foram rebatidas, todas! A alegação é a queda na arrecadação. Inclusive, Nalini informou que em 2015 gastou-se R$1 bilhão  no bônus, e, que esse ano, seriam apenas R$500 milhões. Disse ainda que teve gente na Secretaria que ganhou bônus de R$45 mil...Quem seria?

Sobre as impressoras, o corte fioi confirmado. Nalini argumentou que se gasta muito em papel e que deveríamos usar celulares (sic)! Então, podemos nos acostumar com a volta do mimeógrafo por um bom tempo...

Recursos para a escola, também sem previsão (levem o papel higiênico de casa). Segundo o secretário, se as coisas não melhorarem a possibilidade de corte na água e luz não será descartada, pois não há dotação orçamentária para cobrir essas despesas. Sobre reajuste, não deu grandes expectativas e usou o argumento central de todas as secretarias do Governo Alckmin: Não há verbas.

A reunião durou cerca de uma hora. Conversamos mais alguns temas fora da pauta, mas, no geral, ele é favorável às pautas colocadas, desde que não signifiquem custos. Em breve, a Secretaria de Educação responderá os questionamentos que fizemos no documento entregue. Após o retorno, o Capesp fará mais uma reunião para avaliação e dar continuidade ao diálogo com a Secretaria da Educação.




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