8/12/2016 - Fespesp
Por Raquel Munhoz

Professores se reúnem com secretário de educação José Renato Nalini



Os diretores da Federação de Entidades de Servidores Públicos do Estado de São Paulo (Fespesp), Diógenes F. Marcelino (secretário-geral), Wally Ferreira L. de Jesuz (2ª vice-presidente), Guilherme Coelho de S. Nascimento (tesoureiro-geral), acompanhados do professor Chiquinho (Centro Associativo dos Profissionais de Ensino do Estado de São Paulo)  e Claudio Yamawaki (conselheiro do Centro do Professorado Paulista), estiveram na tarde do dia 30 de novembro em audiência na Secretaria da Educação com José Renato Nalini para discutir assuntos diretamente relacionados com a pasta. Entre eles estavam reajuste salarial, correções das distorções da Lei Complementar 836/97 (planos de carreira) e formação de grupos de trabalho para tratar de agilização nos processos de aposentadoria e Reforma do Ensino Médio.

Nalini argumentou a impossibilidade do reajuste salarial se respaldando no momento crítico do país, a queda da arrecadação estadual do Tesouro Estadual e queda constante do PIB. Quanto à formação de grupos de trabalho, pediu propostas de viabilização aos representantes dos professores e que realmente é preciso humanizar o sistema. 

Em relação à Reforma do Ensino Médio declarou: “eu vou sair daqui e não vai acontecer a Reforma”. Justificou que o assunto depende ainda de discussão e aprovação no âmbito Federal e que, segundo Nalini, vai demorar muito para acontecer. 

O secretário ainda completou que as correções das distorções da Lei Complementar 836/97 são viáveis. Disponibilizou seu secretário particular Eduardo  Mosna Xavier para buscar soluções ao problema. Eduardo pontuou que é possível elaborar uma minuta de Lei por meio da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, presidida pela Deputada Estadual Rita Passos (PSD). O secretário Eduardo solicitou à professora Wally que elabore um documento apresentando mudanças para acabar com as distorções.

O secretário Nalini abordou a questão da demora nos processos de aposentadorias, e seu assessor disse que a demora ocorre na SPPrev. O diretor da Fespesp, Diógenes Marcelino, que também é conselheiro do Conselho de Administração da SPPrev, contestou esclarecendo que o gargalo ocorre justamente na Secretaria da Educação, que muitas vezes os documentos chegam incompletos na SPPrev, obrigando a devolver para origem. O secretário de educação disse que isto é uma preocupação de educação e que vai despender esforços no sentido de minimizar a situação.

Os professores saíram da reunião desanimados quanto à questão salarial, ao mesmo tempo esperançosos quanto às mudanças estruturais, e que pelo menos existe diálogo com as autoridades da educação.




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