8/3/2018 - Fespesp
Por José Gozze

Em defesa dos servidores públicos, entidades se unem pelas eleições 2018



Com o Congresso cheio de deputados que favorecem seus pares, surge a preocupação em eleger verdadeiros representantes do funcionalismo público. Visando este objetivo, a Pública - Central do Servidor, convocou seus dirigentes nesta terça-feira (06/02) para apresentar uma plataforma de ação coletiva, que irá facilitar a vida do cidadão. Os candidatos servidores públicos e os que defendem as pautas públicas terão espaço para expor suas ideias, entrevistas e debater as propostas antes das eleições.

“Precisamos apoiar preferencialmente colegas servidores e servidoras. Temos que adotar um lado, que é o nosso, e não o do partido”, ressaltou o presidente da Pública, Nilton Paixão, ao mencionar a importância da plataforma, que não será partidária. Todos os partidos terão espaço, desde que os servidores sejam os principais beneficiados.

Para que estejam no sistema, os candidatos irão assinar uma carta compromisso a favor do serviço público, contra o aparelhamento do estado, contra a terceirização, entre outros itens que ainda serão definidos pela Pública.

Dos 16 milhões de servidores, o poder de influência em votos chega a 50 milhões de pessoas, considerando as famílias dos servidores. “Precisamos eleger representantes do funcionalismo que defendam nossos direitos de forma incansável”, destacou José Gozze, presidente da Fespesp e da Assetj e vice-presidente da Pública.

Tal solução surge no momento em que é preciso juntar todos os esforços para mudar a próxima configuração parlamentar, pois existe um risco de que a próxima legislatura seja pior do que a atual. Para que novas ideias, nomes e atuações surjam, é preciso novas metodologias e uso adequado da palavra.

A previsão é que a plataforma esteja no ar nos próximos 45 dias. Durante a apresentação, ficou claro que o projeto está de acordo com a lei eleitoral, porque não é propaganda dos candidatos, e sim uma forma de consulta e pesquisa, uma verdadeira prestação de serviço aos cidadãos. Além disso, o candidato não estará de forma individual na plataforma e sim de forma coletiva. 

“Quando falamos em interior, o servidor já tem o candidato da sua região. Se ele não perceber a importância de ter o candidato que faz parte do conjunto do qual ele pertence, dificilmente elegerá defensores dos interesses públicos. A nossa intenção deve estar acima do interesse individual”, completou Gozze.




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