15/9/2020 - Frente Paulista em Defesa do Serviço Público
Por Frente Paulista em Defesa do Serviço Público

Frente Paulista em Defesa do Serviço Público apoia o Magistério



A Frente Paulista em Defesa do Serviço Público, composta por entidades representativas dos servidores públicos de São Paulo, federações, confederações, centrais e movimentos, expressa apoio e solidariedade aos alunos, professores, diretores, supervisores de ensino e funcionários das escolas contra a volta às aulas presenciais.

O Magistério, em defesa da razão e da ciência, em vista do protocolo divulgado pelo Governo do Estado de São Paulo para o retorno às aulas presenciais, após sua interrupção no final de março deste ano, quando foi decretada quarentena em razão da pandemia da COVID-19, fundamenta assim o seu posicionamento contrário à esse retorno:

- Ainda que importantes, as aulas virtuais não substituem as relações presenciais no processo educacional e de formação. No entanto, todas as condições de segurança para o retorno às atividades presenciais devem estar garantidas, já que é neste espaço que se apresenta potencial vetor de contaminação pelo grande fluxo cruzado de pessoas em sua rotina: profissionais, crianças, adolescentes, comunidade;

- Embora o Governo apresente critérios de classificação de fases dentro do Plano São Paulo e adequações inseridas em Decreto para essa retomada, tais alterações levantam dúvidas a respeito dos interesses atendidos neste processo, principalmente pela falta de diálogo com todas as partes envolvidas. Este fato compromete uma solução mais democrática e efetiva para o enfrentamento da crise e mitigação de seus impactos nos espaços educacionais;

- É imprescindível que tanto os Governos Municipais quanto o Estadual devem criar ou incorporar em seus Comitês de Crise a participação representativa dos diversos segmentos sociais, em especial daqueles diretamente envolvidos no processo educacional, para revisão e reedição dos protocolos anunciados de retorno às aulas dentro do Plano São Paulo;

- Os Governos devem garantir situações efetivas que possibilitem condições de segurança sanitária a todos os envolvidos no processo educacional e seus familiares, antes de qualquer eventual retorno, envolvendo: infraestrutura de prédios escolares, recomposição e treinamento de equipes, protocolos de interface com equipamentos de saúde para investigação, cuidado e cerco epidemiológico e garantia de manutenção de insumos necessários à proteção individual e sanitização dos ambientes;

 

- Nesse sentido, são urgentes a mobilização e a manifestação da sociedade civil e das entidades representativas da Educação paulista e brasileira para impedir o retorno às aulas presenciais nas escolas públicas e privadas do Estado de São Paulo, sem antes que as eventuais medidas dirigidas a promover esse retorno estejam amparadas em orientações emanadas das autoridades sanitárias e validadas pelo conhecimento científico disponível.




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